sábado, 31 de agosto de 2013

Confrontando os inimigos da Cruz de Cristo. (Esboço)

Anotações complementares a EBD 3º Trimestre de 2013, CPAD. Lição 9.
http://www.slideshare.net/natalinoneves1/2013-3-tri-lio-9-confrontando-os-inimigos-da-cruz-de-cristo


Confrontando os inimigos da Cruz de Cristo. (Fp 3.17-4.1)

Essa lição se divide em 3 partes:

I. Imitação de Cristo (Estilo de vida Cristã)

II. Identificação dos inimigos da Cruz de Cristo

III. A vida eterna com Cristo

Salientaremos alguns comentários úteis que merecem serem inseridos após a comunicação das verdades já colocadas na lição. Começando por:

I. Imitando o exemplo de Paulo.

1- Paulo ao pedir que o imitassem estava direcionando o olhar dos filipenses a ele, que era um imitador de Cristo. Deixando assim de lado o mau exemplo de alguns falsos Cristãos que não mereciam serem imitados.

-“Paulo parece ter entendido que era só pela imitação de alguém que já tivesse procurado incorporar — com certo grau de sucesso — a vida cruciforme de discípulo que os novos discípulos podiam ter esperança de incorporar [à] cruz nos vários contextos nos quais eles se encontravam”.

2- Aprenderem olhando para bons exemplos de Cristãos. Uma tática espiritual para o crescimento. Aqui vemos umas das importâncias de se manter em comunidade. Vemos um dos benefícios de ter relacionamentos profundos, uns com os outros.

3- “A alma crente, por seu compromisso de confiar em Cristo, livra-se de todo pecado, do temor da morte e do inferno, e se reveste com a justiça eterna, a vida, e a salvação de Cristo, o seu esposo” (Lutero)

A ênfase dos reformadores está no seu sentido comunitário. Somos sacerdotes uns dos outros, devendo orar, interceder e ministrar uns aos outros. À luz do Novo Testamento, todo cristão é um ministro (diákonos) de Deus, o que ressalta as ideias de serviço e solidariedade.

II. Identificação dos inimigos da cruz de Cristo.

1. V. 18 – Paulo passa agora a falar de outras pessoas, que não devem absolutamente ser imitadas. O pior é que elas andavam no meio cristão: entre nós. Elas são “inimigos da cruz de Cristo”. Eram judeus convertidos ao cristianismo, ainda ligados a uma religiosidade legalista que buscava a salvação através da observância da lei, da busca da perfeição e da prática das obras. Parece que a situação se agravou, e tais mestres representam agora um grupo poderoso, tanto em tamanho como em influência. Por isso o apelo veemente do apóstolo e a condenação de seus adversários, pois a cruz é a melhor representação do evangelho cristão. Ser inimigo da cruz é ser inimigo frontal do cristianismo.

- Paulo criticava também os Cristãos comodistas que não viviam de acordo com o modelo de sacrifício e serviço de Cristo. Satisfaziam seus próprios desejos antes de pensar nas necessidades alheias.

2. V. 19 – A frase “o deus deles é o ventre” pode ser uma alusão às observâncias alimentares que ocupavam um lugar importante na religião judaica ou um/ sinônimo de carne, isto é, o eu na sua fraqueza e incapacidade de salvar. Tomar o ventre como deus seria tomar a si mesmo como referência suprema. “A glória deles está na sua infâmia”: o termo traduzido por “infâmia” frequentemente caracteriza a ruína vergonhosa e definitiva no juízo de Deus. Assim como seu fi m será a perdição, também a infâmia tomará o lugar de sua glória. “Só se preocupam com as coisas terrenas”: os pensamentos e perspectivas deles são limitados pela confiança naquilo que é transitório. Falta-lhes o principal: as coisas que vêm do alto, que não são transitórias, mas eternas porque vêm de Deus.

- Antinomianismo (Salvação pela graça, uhuul posso pecar! Pseudo-salvação desprovida de regeneração)

- Legalismo (Minhas obras determinam meu futuro eterno, a salvação é o troféu pelo meu desempenho)

-Perfeccionismo (Expectativa de alcançar plena santidade nessa vida, falsa crença de ser Super Crente).

-Quietismo (Relaxa ae, Cristo faz tudo por mim. A crença de que santificação não precisa de esforço pessoal)

III. A vida eterna com Cristo.


1. “Nossa patria está nos céus”: a palavra traduzida por pátria é politeuma e designa tanto o direito à cidadania como o Estado, a associação civil, que confere o direito do cidadão. O termo também é usado de preferência para designar uma colônia de estrangeiros. Talvez Paulo escolhesse essa formulação peculiar justamente porque essa cidade era uma colônia militar romana, que do ponto de vista administrativo estava diretamente ligada a Roma, sem responder às autoridades provinciais da Macedônia, sendo detentora do direito romano. Por isso a metáfora podia ser particularmente compreensível para os filipenses. Nós cristãos certamente vivemos nesta terra, dependendo dela para suprir nossas necessidades, somos atribulados pelos poderosos, mas pertencemos ao reino de Deus. Quem “busca as coisas terrenas” transforma a terra estranha em pátria e renega sua cidadania real e verdadeira, distanciando-se da comunidade cujo membro tem o privilégio de ser e separando-se daquele que é seu verdadeiro Senhor para se perder com outros senhores e transformar o ventre em deus! Por isso Paulo afirma enfaticamente: “Nossa cidadania existe nos céus, de onde aguardamos o Salvador”.

2- O corpo não é mal, por isso devemos cuidá-lo. Esse corpo castigado pela vida na terra, um dia será transformado (Através do poder de Cristo) para a vida eterna no céu.

3- Nossa eterna mensagem de esperança é que a aurora chegará. (Martin Luther King Jr.)