segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Palavras de Spurgeon acerca da eternidade



Recordo que uma vez estava na paria, numa estreita faixa de terra, sem
me preocupar que a maré pudesse subir. As ondas lavavam
constantemente ambos os lados, e envolto em meus pensamentos,
permaneci ali por um longo tempo. Quando quis regressar, encontrei-me
ante uma dificuldade: as ondas tinham cortado o caminho. Da mesma
maneira, todos nos caminhamos cada dia por uma estreita senda, e há
uma onda que sobe cada vez mais; vejam, como está perto de seus pés; e,
veja! outra se aproxima a cada tic-tac do relógio: “Nossos corações, como
surdos tambores, estão redobrando marchas fúnebres a caminho da
sepultura”. Cada momento que vivemos é um avanço para a sepultura.
Porém, este Livro me diz que, se sou convertido, quando morrer, receberei
um céu de gozo e amor; os anjos me esperarão com seus braços abertos, e
eu, levado pelas potentes asas dos querubins, ultrapassarei o relâmpago e
me elevarei para além das estrelas, ao trono de Deus, para morar ali para
sempre.

“ Longe de um mundo de pecado e dor,
Morarei ali sempre com Deus.
Oh!, isto faz com que meus olhos derramem lágrimas quentes, isto faz comque meu coração se torne grande demais para o meu peito, e meu cérebrogire ante um só pensamento de:
“Jerusalém, meu lugar feliz,
Teu nome é sempre doce para mim”.

Oh! essa doce cena mais acima das nuvens; doces campos revestidos de
verde vivo e rios de delícia. Não são estas coisas grandiosas? Porém então,
pobre alma não regenerada, a Bíblia diz que, se tu estás perdido, tu estás
perdido para sempre; disse-te que se morres sem Cristo, sem Deus, não há
esperança para ti; que há um lugar sem nenhum raio de esperança, onde
lerás gravadas com letras de fogo: “tu conhecias teu dever, porém não o
cumpriste”; elas te diz que serás lançado de Sua presença com um:
“Apartai de mim, maldito”. Acaso não é grandioso tudo isto? Sim,
senhores, assim como o céu é desejável, assim como o inferno é terrível,
assim como o tempo é breve, assim como é eternidade infinita, assim como 


ministros que alteraram a Bíblia de Deus, porque tinham medo dela. Vocês
nunca ouviram um homem dizer: “Aquele que crer e for batizado, será
salvo; mas o que não crê” — o que a Bíblia diz? — “Será condenado”.
Porém, acontece que isto é algo rude, portanto eles dizem: “será
desaprovado”. Cavaleiros!, eliminem o veludo de suas bocas, e preguem a
Palavra de Deus; não necessitamos de nenhuma de suas alterações.


Antes de deixar este ponto, detenhamo-nos a considerar a natureza 
misericordiosa de Deus, em ter-nos escrito uma Bíblia. Ah! Ele poderia ter- 
nos deixado sem ela, que tatearíamos nosso caminho de trevas, como os
cegos buscam a parede; Ele poderia ter-nos deixado em nosso extravio,
com a estrela da razão como nosso único guia. Recordo uma história do
Sr. Hume, que constantemente afirmava que a luz da razão é suficiente em
abundância. Estando na casa de um bom ministro de Deus numa noite,
havia estado discutindo sobre este assunto, manifestando sua firme
convicção na suficiência da luz da natureza. Ao sair, o ministro lhe
ofereceu uma vela, para iluminar, enquanto ele descia a escadaria. Ele
disse: “não, a luz da natureza será suficiente; a luz me bastará”. Porém,
ocorreu que uma nuvem estava ocultando a lua, e ele caiu, escadaria
abaixo. “Ah!”, disse o ministro, “apesar de tudo, teria sido melhor haver
tido uma pequena luz daqui de cima, Sr. Hume”


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